“Crédoudébo?”

Para se comunicar no interior, é preciso muito treino. Muitos falam uma espécie de dialeto e entender nem sempre é fácil. Por exemplo, você está no posto de gasolina e vai pagar, estende o cartão para o frentista e ele te pergunta: “Crédoudébo?” Você se pergunta: “Meu Deus, o que será isso??!!!” Olha para o frentista e ele te olhando como se você fosse muito burro para não conseguir responder logo. Aqueles segundos parecem uma eternidade. Enfim você vê novamente o cartão na mão do frentista, já batendo o pé no chão meio sem paciência e então arrisca um “Débito”! O frentista sai então em direção ao caixa. Você respira fundo, aliviado, pensando Ufa!! Password correto!  

Dialeto caipira

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O dialeto caipira é um dialetoda língua portuguesa falado pelo caipira no interior do estado de São Paulo e em parte dos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás. Difere acentuadamente do idioma padrão brasileiro em sua estrutura fonológica, sendo algumas características “r” retroflexivo, a ausência de consoantes laterais palatais (lh), que são permutadas pela semivogal “i”, a permutação do “l” de fim de sílaba por “r” (retroflexivo), a ausência dos ditongos “ei” e “ou” (substituídos por “e” e “o”), a apócope ou síncope em palavras proparoxítonas e a aférese em muitas palavras. Possui numerosas expressões próprias, e, ao contrário do que acontece com a língua padrão do Brasil e de Portugal, o plural só é indicado em um substantivo ou adjetivo quando este não é determinado por um artigo, ex.: singular: casa; plural: casas; singular: a casa branca, plural: as casa branca.

DialetosPossui morfologia e sintaxes próprias.Pode ser dividido em quatro subdialetos:

  • O primeiro, falado na região sul do estado de São Paulo (região de Sorocaba e Vale do Ribeira), caracteriza-se pela marcação do “e” gráfico sempre pronunciado como fônico. Assim, palavras como “quente” e “dente” possuem o “e” átono pronunciado como /e/ e não como /i/, comum no português padrão do Brasil. Essa é também uma característica do português falado na região de Curitiba, no Paraná.
  • O segundo subdialeto é das regiões do Alto Tietê (Jundiaí, Campinas, Piracicaba, Americana, Limeira, Rio Claro, Jaú, São Carlos, Araraquara) e do Vale do Paraíba (São José dos Campos, Taubaté, Guaratinguetá). Caracteriza-se pelos erres retroflexos inclusive em início de sílaba (como em caro, parada) e em dígrafos (frente, crente). Caracteriza-se também pela não-palatalização dos grupos “di” e “ti” fônicos.
  • O terceiro subdialeto compreende as regiões norte e noroeste (Ribeirão Preto, São José do Rio Preto) e oeste (Araçatuba, Presidente Prudente, Bauru, Marília) do estado de São Paulo, além de parte do estado do Paraná. Caracteriza-se pelos erres retroflexos só em corda vocálica (final de sílabas), tais como em “porta”, “certo”, “aberto” e palatização dos grupos “di” e “ti” fônicos.
  • O quarto grupo corresponde o Triângulo Mineiro e estado de Goiás. Compreende um subfalar com pronúncia tais como o grupo três e com ritmo típico do dialeto mineiro, com elevação do tom nas sílabas tônicas.

Algumas diferenças entre a fala caipira e a norma culta

norma culta dialeto caipira
nós (1ª pess. plural) noi
alfinete arfinêti
falso fárso
melhor miór
os calmantes us carmânti
alvorecer arvorecê
você ocê
nós fomos noi fumo
nós voltamos noi vortêmu
Corinthians (clube) Curíntia
Palmeiras (clube) Parmêra
cigarro de palha cigarro de páia, picadão
fósforo fósfiro, fosfro, forfro…

Morfologia

Artigos

  • Definido: u, a, uz, az
  • Indefinido: um, uma, unz, umaz

No dialeto caipira o artigo que determina o número, permanecendo o substantivo inalterado.

Referências

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