Jaboticabas: impossível comer uma só!

Para inaugurar a série: Igrejinhas do Interior

Quando chove, na cidade grande sobe um cheiro de asfalto molhado.
No interior, sobe um cheiro de terra molhada.
Dá para comparar?
Tem coisa mais cara de interior do que uma festa que exalte a produção local. Uma fruta, um tipo de gado ou uma comida. Qualquer coisa que ganhe notoriedade. Pode ser fama mundial, nacional, regional ou apenas municipal mesmo, não importa. Haverá uma festa para comemorar.
Quem quiser conhecer um bom exemplo pode visitar a tradicional Festa de Flores e Morangos de Atibaia, que está em sua 27ª edição. A festa acontece nos dias 7, 8, 9, 14, 15, 16, 21, 22 e 23 de setembro, das 9h às 18h, no Parque Municipal Edmundo Zanoni, que fica na avenida Horácio Neto.
Mais informações sobre a 27ª Festa de Flores e Morangos de Atibaia no site www.festadasfloresdeatibaia.com.br ou pelo telefone 0800-555979.
quando eu ainda era criança e os netos do dono da chácara ao lado da do meu avô iam passar as férias lá no interior, o vozinho, que era cheio dos “causos”, jurava que no quintal à noite apareciam os lobisomens. E o pior de tudo: as crianças da capital acreditavam.
Aí vai uma foto das pipocas de macarrão!
foto: Coisas do Interior
Para quem duvidou, eis as famosas. Para quem ainda dúvida, ou apenas gostaria de experimentar) pode procurar na Praça José Bonifácio (mais conhecida como praça da Matriz) no centro de Bragança Paulista.
O fogão a lenha aquece os alimentos e as relações
(por Priscilla Santos na edição de setembro de 2006 da revista Vida Simples)

Mal o dia clareia, o fogão a lenha é aceso. Manhoso como ele só, esquenta lentamente até tomar a temperatura ideal para o aroma de café escapar do bule, despertando os outros habitantes da morada. Em muitas fazendas e sítios do interior do Brasil ainda é assim que o dia começa, com sabor de tradição. Uma vez aceso, o fogão a lenha só cessa seu trabalho quando todos vão dormir. Já usado para aquecer a água do banho e limpar a roupa encardida, hoje ainda serve para ferver o leite recém-tirado da vaca e assar as miudezas do café da manhã – que emenda com o almoço, o lanche da tarde e o jantar. Assim, a mesa fica posta o dia inteiro e o cheirinho gostoso dos quitutes embala a reunião dos amigos e da família. “A cozinha vira sala de visita, um lugar para bater papo, contar histórias passadas de geração em geração”, lembra Nelsa Trombino, cozinheira que viveu em fazendas no interior de São Paulo e Minas Gerais. Ela jura de pé junto que a comida feita no fogão a lenha é muito mais saborosa. O segredinho é que ele aquece os alimentos mais devagar e, aos poucos, o tempero entranha no feijão, os caldos ficam mais suculentos, a carne assada fica mais dourada e o angu pega o ponto. O fogão a lenha pode ser um atrativo para quem mora nas grandes cidades e vai passar as férias num lugarejo de vida mais mansa. Muitos hotéis-fazendas, sítios e restaurantes oferecem esse acalento da roça.
5.142 acessos: é essa a marca alcançada pelo Coisas do Interior até o dia 07 de agosto, 11h45.