Arquivo para Agosto, 2007

Falando em folclore…

quando eu ainda era criança e os netos do dono da chácara ao lado da do meu avô iam passar as férias lá no interior, o vozinho, que era cheio dos “causos”, jurava que no quintal à noite apareciam os lobisomens. E o pior de tudo: as crianças da capital acreditavam.

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Dia do Folclore

Em 22 de agosto, o Brasil comemora o Dia do Folclore. A data foi criada em 1965 através de um decreto federal. No Estado de São Paulo, um decreto estadual instituiu agosto como o mês do folclore.

Folclore é o conjunto de todas as tradições, lendas e crenças de um País. O folclore pode ser percebido na alimentação, linguagem, artesanato, religiosidade e vestimentas de uma nação.

É o modo que um povo tem para compreender o mundo em que vive. Conhecendo o folclore de um País, podemos compreender o seu povo. E assim conhecemos, ao mesmo tempo, parte de sua História. Mas para que um certo costume seja realmente considerado folclore, dizem os estudiosos que é preciso que este seja praticado por um grande número de pessoas e que também tenha origem anônima.

Qual a origem do folclore brasileiro?
O folclore brasileiro, um dos mais ricos do mundo, formou-se ao longo dos anos principalmente por índios, brancos e negros. Saiba mais:

Região Sul
Danças: congada, cateretê, baião, chula, chimarrita, jardineira, marujada.
Festa tradicionais: Nossa Senhora dos Navegadores, em Porto Alegre; da Uva, em Caxias do Sul; da Cerveja, em Blumenau; festas juninas; rodeios.
Lendas: Negrinho do Pastoreio, do Sapé, Tiaracaju do Boitatá, do Boiguaçú, do Curupira, do Saci-Pererê.
Pratos: churrasco, arroz-de-carreteiro, feijoada, fervido.
Bebidas: chimarrão, feito com erva-mate, tomado em cuia e bomba apropriada.

Região Sudeste
Danças: fandango, folia de reis, catira e batuque.
Lendas: Lobisomem, Mula-sem-cabeça, Iara, Lagoa Santa.
Pratos: tutu de feijão, feijoada, ligüiça, carne de porco. Artesanato: trabalhos em pedra-sabão, colchas, bordados, e trabalhos em cerâmica.

Região Centro-Oeste
Danças: tapiocas, congada, reisado, folia de reis, cururu e tambor .
Festas tradicionais: carvalhada, tourada, festas juninas.
Lendas: pé-de-garrafa, Lobisomem, Saci-Pererê, Ramãozinho.
Pratos: arroz de carreteiro, mandioca, peixes.

Região Nordeste
Danças: frevo, bumba-meu-boi, maracatu, baião, capoeira, caboclinhos, bambolê, congada, carvalhada e cirandas.
Festas:: Senhor do Bonfim, Nossa. Senhora da Conceição, Iemanjá, na Bahia; Missa do Vaqueiro, Paixão de Cristo, em Pernambuco; romarias – destaca-se a de Juazeiro do Norte, no Ceará.

Região Norte
Danças: marujada, carimbó, boi-bumbá, ciranda.
Festas: Círio de Nazaré (Belém), indígenas.
Artesanato: cerâmica marajoara, máscaras indígenas, artigos feitos em palha.
Lenda: Sumaré, Iara, Curupira, da Vitória-régia, Mandioca, Uirapuru. Pratos: caldeirada de tucunaré, tacacá, tapioca, prato no tucupi.

http://educaterra.terra.com.br/almanaque

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Para quem não conhecia…

Aí vai uma foto das pipocas de macarrão!

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foto: Coisas do Interior

Para quem duvidou, eis as famosas. Para quem ainda dúvida, ou apenas gostaria de experimentar) pode procurar na Praça José Bonifácio (mais conhecida como praça da Matriz) no centro de Bragança Paulista.

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A fogo lento

 O fogão a lenha aquece os alimentos e as relações

(por Priscilla Santos na edição de setembro de 2006 da revista Vida Simples)

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Mal o dia clareia, o fogão a lenha é aceso. Manhoso como ele só, esquenta lentamente até tomar a temperatura ideal para o aroma de café escapar do bule, despertando os outros habitantes da morada. Em muitas fazendas e sítios do interior do Brasil ainda é assim que o dia começa, com sabor de tradição. Uma vez aceso, o fogão a lenha só cessa seu trabalho quando todos vão dormir. Já usado para aquecer a água do banho e limpar a roupa encardida, hoje ainda serve para ferver o leite recém-tirado da vaca e assar as miudezas do café da manhã – que emenda com o almoço, o lanche da tarde e o jantar. Assim, a mesa fica posta o dia inteiro e o cheirinho gostoso dos quitutes embala a reunião dos amigos e da família. “A cozinha vira sala de visita, um lugar para bater papo, contar histórias passadas de geração em geração”, lembra Nelsa Trombino, cozinheira que viveu em fazendas no interior de São Paulo e Minas Gerais. Ela jura de pé junto que a comida feita no fogão a lenha é muito mais saborosa. O segredinho é que ele aquece os alimentos mais devagar e, aos poucos, o tempero entranha no feijão, os caldos ficam mais suculentos, a carne assada fica mais dourada e o angu pega o ponto. O fogão a lenha pode ser um atrativo para quem mora nas grandes cidades e vai passar as férias num lugarejo de vida mais mansa. Muitos hotéis-fazendas, sítios e restaurantes oferecem esse acalento da roça.

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Mais de cinco mil!!!

5.142 acessos: é essa a marca alcançada pelo Coisas do Interior até o dia 07 de agosto, 11h45.

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