Jaboticabas: impossível comer uma só!

Para inaugurar a série: Igrejinhas do Interior

Quando chove, na cidade grande sobe um cheiro de asfalto molhado.
No interior, sobe um cheiro de terra molhada.
Dá para comparar?
Tem coisa mais cara de interior do que uma festa que exalte a produção local. Uma fruta, um tipo de gado ou uma comida. Qualquer coisa que ganhe notoriedade. Pode ser fama mundial, nacional, regional ou apenas municipal mesmo, não importa. Haverá uma festa para comemorar.
Quem quiser conhecer um bom exemplo pode visitar a tradicional Festa de Flores e Morangos de Atibaia, que está em sua 27ª edição. A festa acontece nos dias 7, 8, 9, 14, 15, 16, 21, 22 e 23 de setembro, das 9h às 18h, no Parque Municipal Edmundo Zanoni, que fica na avenida Horácio Neto.
Mais informações sobre a 27ª Festa de Flores e Morangos de Atibaia no site www.festadasfloresdeatibaia.com.br ou pelo telefone 0800-555979.
quando eu ainda era criança e os netos do dono da chácara ao lado da do meu avô iam passar as férias lá no interior, o vozinho, que era cheio dos “causos”, jurava que no quintal à noite apareciam os lobisomens. E o pior de tudo: as crianças da capital acreditavam.
Em 22 de agosto, o Brasil comemora o Dia do Folclore. A data foi criada em 1965 através de um decreto federal. No Estado de São Paulo, um decreto estadual instituiu agosto como o mês do folclore.
Folclore é o conjunto de todas as tradições, lendas e crenças de um País. O folclore pode ser percebido na alimentação, linguagem, artesanato, religiosidade e vestimentas de uma nação.
É o modo que um povo tem para compreender o mundo em que vive. Conhecendo o folclore de um País, podemos compreender o seu povo. E assim conhecemos, ao mesmo tempo, parte de sua História. Mas para que um certo costume seja realmente considerado folclore, dizem os estudiosos que é preciso que este seja praticado por um grande número de pessoas e que também tenha origem anônima.
Qual a origem do folclore brasileiro?
O folclore brasileiro, um dos mais ricos do mundo, formou-se ao longo dos anos principalmente por índios, brancos e negros. Saiba mais:
Região Sul
Danças: congada, cateretê, baião, chula, chimarrita, jardineira, marujada.
Festa tradicionais: Nossa Senhora dos Navegadores, em Porto Alegre; da Uva, em Caxias do Sul; da Cerveja, em Blumenau; festas juninas; rodeios.
Lendas: Negrinho do Pastoreio, do Sapé, Tiaracaju do Boitatá, do Boiguaçú, do Curupira, do Saci-Pererê.
Pratos: churrasco, arroz-de-carreteiro, feijoada, fervido.
Bebidas: chimarrão, feito com erva-mate, tomado em cuia e bomba apropriada.
Região Sudeste
Danças: fandango, folia de reis, catira e batuque.
Lendas: Lobisomem, Mula-sem-cabeça, Iara, Lagoa Santa.
Pratos: tutu de feijão, feijoada, ligüiça, carne de porco. Artesanato: trabalhos em pedra-sabão, colchas, bordados, e trabalhos em cerâmica.
Região Centro-Oeste
Danças: tapiocas, congada, reisado, folia de reis, cururu e tambor .
Festas tradicionais: carvalhada, tourada, festas juninas.
Lendas: pé-de-garrafa, Lobisomem, Saci-Pererê, Ramãozinho.
Pratos: arroz de carreteiro, mandioca, peixes.
Região Nordeste
Danças: frevo, bumba-meu-boi, maracatu, baião, capoeira, caboclinhos, bambolê, congada, carvalhada e cirandas.
Festas:: Senhor do Bonfim, Nossa. Senhora da Conceição, Iemanjá, na Bahia; Missa do Vaqueiro, Paixão de Cristo, em Pernambuco; romarias – destaca-se a de Juazeiro do Norte, no Ceará.
Região Norte
Danças: marujada, carimbó, boi-bumbá, ciranda.
Festas: Círio de Nazaré (Belém), indígenas.
Artesanato: cerâmica marajoara, máscaras indígenas, artigos feitos em palha.
Lenda: Sumaré, Iara, Curupira, da Vitória-régia, Mandioca, Uirapuru. Pratos: caldeirada de tucunaré, tacacá, tapioca, prato no tucupi.
Aí vai uma foto das pipocas de macarrão!
foto: Coisas do Interior
Para quem duvidou, eis as famosas. Para quem ainda dúvida, ou apenas gostaria de experimentar) pode procurar na Praça José Bonifácio (mais conhecida como praça da Matriz) no centro de Bragança Paulista.